Saindo de Aix, nosso destino, enfim, foi Lourmarin . Dispostas a encontrar o lugar perfeito para o nosso petit déjeuner, chegamos ao L'insolite no centro do vila, onde Cyrile nos atendeu trés gentilmente.
Uma lareira, uma conversa agradável e boas dicas sobre a região despertaram nossa gula em descobrir as paisagens que fizeram de Lourmarin o lugar inspirador para tantos artistas.
Hoje Lourmarim faz parte do roteiro de charme da Provance com seus cafés, galerias de arte e artesanatos, com destaque para sua arquitetura com detalhes que refletem os tons provençais.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Delícias de Lauris
A foto não tem muita produção, mas as delícias dentro dela são incomparáveis. Nossa dica: eclair du chocolat (bomba de chocolate)... dos deuses!! Fica logo em frente ao Hotel de Ville - que não é um hotel. O Hotel de Ville é a prefeitura da cidade.
Lauris é uma graça. Suas cores ficavam ainda mais belas iluminadas pelo sol forte durante o dia que passamos por lá.
Lauris é uma graça. Suas cores ficavam ainda mais belas iluminadas pelo sol forte durante o dia que passamos por lá.
Ops! Lourmarin?
Seguindo nosso roteiro de viagem, a primeira parada deveria ser a cidadezinha de Lourmarin, no vale do Luberon. Depois de um café da manhã no centro histórico de Aix, mapas na mão, carro alugado seguimos para o nosso destino.
Que lugar deslumbrante! Dispostas a conhecer o verdadeiro sentido da Provence e usufruir do prazer despretensioso de uma slow travel passamos o dia pelas ruas do lugar clicando e fazendo pose para as fotos que iriam registrar nossa passagem por lá.
Ao final do dia e felizes da vida seguimos viagem até Cucuron. A cidadezinha, vizinha a Lourmarin ficou famosa e entrou para o roteiro de charme da Provence depois de ter sido a locação para um filme estrelado por Russel Crown chamado Um bom ano. Combinamos que a visita não seria demorada, já que não nos restava muito tempo antes do anoitecer e como não conhecíamos bem a estrada, era melhor não sair muito tarde.
À procura do caminho de Cucuron percebemos que alguma coisa estava errada. As placas indicavam sempre o caminho de Lourmarin. Como?! Estamos saindo de Lourmarin, já conhemos Lourmarin. Depois de rodar em círculos por alguns minutos resolvemos fazer o que todo viajante que vai a um lugar pela primeira vez deve fazer logo de cara, pedir ajuda.
A francesa foi simpática. Retribuiu nosso bonjour e nos explicou que não poderíamos sair de Lourmarin porque não havíamos chegando ainda a Lourmarin e que para isso precisávamos primeiro sair de Lauris, a cidadezinha que passamos a tarde achando que fosse o que não era. E foi assim que descobrimos um dos lugares mais charmosos e bonitos da nossa viagem e onde experimentamos a melhor bomba de chocolate do mundo.
Lourmarin? Esta já é uma outra história...
domingo, 7 de novembro de 2010
O começo saindo de Natal - Bota na conta da TAP
Viajar é bom demais. E não tem jeito, quanto mais você planeja, mais as coisas ocorrem no seu próprio tempo. O começo da nossa viagem saindo de Natal já foi emocionante. A começar que nosso vôo foi cancelado sem maiores explicações e isso alterou nossos dois primeiros dias de viagem. Como a cada adversidade respondemos com jogo de cintura e bom humor, “bota na conta da TAP”, virou nosso primeiro gancho para gargalhadas. Depois que voltarmos ao Brasil, tudo que gastamos a mais por causa da companhia, vai para a ponta do lápis e espero que rendam milhas.
No nosso planejamento, sairíamos de Natal na madrugada do dia 3 de novembro, chegaríamos a Portugal ao meio dia e só embarcaríamos para Paris à noite – tudo perfeitamente calculado para um passeio no centro e uma passagem pelo Tejo. Nada feito. Com o cancelamento, chegamos a Portugal tarde da noite no dia 3/11 e a TAP colocou a gente em um hotel bacana. O problema é que para o mesmo hotel fomos nós duas e todo o restante do vôo cancelado. Resultado: filas. Fila para juntar todo mundo que saiu do vôo, fila para pegar o ônibus para o hotel e fila para fazer o check-in do quarto. Mas vai, estar em Portugal ouvindo pérolas portuguesas já é motivo de piada. Alguém já ouviu a expressão “vai dar uma curva”?! “Pôx béin”, segundo os portugueses, mandar alguém dar uma curva é o mesmo que pedir para pararem de encher seu saco. Será que foi daí que surgiu o tal “Vai ver se estou lá na esquina”?
Curioso também é começarmos a conversar com uma moça que nem sabíamos de onde tinha vindo e acharmos vários conhecidos em comum. Adriana, de passagem por Lisboa com destino a Milão, é paulista, parte da família mora em Natal e ainda por cima, é filha do melhor professor de gramática que eu já tive. Curioso também é não poder embarcar em vôo internacional com líquidos e a TAP colocar seus passageiros em uma conexão sem escova e pasta de dente. Nada de oferecerem para a gente durante o vôo e nada do hotel bacana pensar nisso para nós. E nadica de lojas abertas na hora que chegamos. Besteira, tínhamos a escova e nos faltava a pasta. Em compensação, tínhamos uma tal de Halls preta que dava momentaneamente a leve impressão de refrescância. Aliás, em viagem desde às 13h (saindo de Natal), comemos aquela comida estranha de avião e só. Tá com fome? Bota na conta da TAP, mas nesse caso, preferimos sentir uma fominha à pagar mais de 3 euros por um punhado de castanhas de caju do frigobar do hotel bacana. O frigobar não era na conta da TAP e só tivemos coragem de abrir uma água mineral que nos custou 3 euros.
No dia seguinte, depois de outras várias gargalhadas e café da manhã tomado, embarcamos para Paris. Ao chegarmos, nosso shuttle não estava porque o vôo chegou mais cedo do que o esperado. Nosso cartão telefônico não funcionava, o tempo passando e tivemos que recorrer àquele velho jeitinho brasileiro e conseguimos um telefone emprestado e ligamos para o shuttle nos pegar. A princípio, havíamos contratado o shuttle porque chegaríamos muito tarde a Paris e não teria mais ônibus. Com o cancelamento do vôo em cima da hora, não deu para cancelarmos o serviço. Bom, bota na conta ta TAP ;)
Aeroporto de Orly direto para a Gare de Lyon. Lindo, lindo, lindo! Aliás, o dia estava lindo e o tempo tipicamente outonal – friozinho e muito amarelo e laranja ao redor. Na Gare, outra adversidade. Com o cancelamento, perdemos nossas passagens do TGV para Aix-em-Provance que custaram 45 euros cada uma na compra antecipada pela internet. Lá na hora, além do desenrolar para nos comunicarmos em francês, tivemos que pagar $203,00 as duas. Também vai para a conta da TAP. Da hora da compra até o embarque tínhamos 20 minutos. Parece muito, mas para quem não conhece o local, pode ser motivo para perder a hora. Que bom não foi o nosso caso. Depois de comprarmos baguetes, croissantes e cappuccinos, corremos para o trem. Sim, tivemos que deixar os cappuccinos no caminho, afinal, não sei o que deu na nossa cabeça de tomar uma bebida quente estando com pressa e com malas para carregar.
Alguns S’il vous plait e mercis depois, chegamos aos nossos assentos. 3 horas depois, chegamos à Gare d’Aix-em-Provance, pegamos um ônibus, andamos alguns vários quarteirões com as malas e chegamos no hotel para encontrarmos nossas companheiras de viagem. E só aí, conseguimos escovar os dentes!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Charme de Cassis
Como aqui ta muito sol Vava e eu decidimos ir para o litoral,passar o dia numa praia perto de Marseille bem charmosa. A Li havia nos falado sobre Cassis, entao resolvemos conhecer e pegamos o onibus ate Marseille e de la pegamos o trem.
Em apenas meia hora descemos na pequena estacao de trem em Cassis e andamos uns 40 min ate o vilarejo, cheio de cafes, lojas, restaurantes e pracinhas. La nos deparamos com o Mediterraneo lindissimo, em frente dos predinhos de tons pastel, com dezenas de barcos parecendo cena de filme.
Mas o melhor ainda tava por vir, um passeio de barco pelas falesias naquele mar azul turquesa e a luminosidade do dia refletindo nas aguas prateadas. Entao fica a dica, aproveitem se estiverem em Aix e visitem Cassis, o outono mais quente impossivel!
Quando voltamos pra Aix, a noite, Li e Amanda chegaram e foi uma festa, saimos pra comemorar nossa viagem num restaurante mexicano da velha cidade, com muita marguerita!
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Conhecendo aix
Optamos por vir de trem diretamente do aeroporto Charles de Gaulle pegando o TGV pra Aix en Provence, viagem que levou menos de 3 horas. Vale como uma dica valiosa prestar atenção no bilhete de trem, que compramos pela internet, pois indica a plataforma de embarque (voie) que tivemos de procurar no display após fazer uma mini maratona na estação. Depois de encontrarmos a tal da voie é preciso checar qual a classe e o número do vagão (claro que entramos e nos instalamos com bagagem no lugar errado rsrs).
Mas depois que chegamos em Aix e nos instalamos ficou tudo bem, o hotel foi o The Globe, muito bem localizado, mas depois vimos que poderíamos ter ficado mais perto ainda da cidade antiga velha, que é o grande charme de Aix.
O dia tava lindo, um frio gostoso, ceu azul e sem vento, perfeito pra caminharmos pela cidade e pela avenida Cours Mirabeau.

E fomos ao centrinho antigo com ruelas medievais, onde uma série de lojas-conceito, bem diferenciadas, total "brand experience" suas perfumarias, docerias, padarias, todas com uma arquitetura marcante e produtos que mexem com todos os sentidos.

É como se houvesse todo tipo de L'Occitane, tanto de produtos de cosméticos, perfumes, essências, como de doces, chocolates, artesanatos, tudo muito lindo!
Os pontos turísticos como Catedral, Hotel de Ville, Museu Granet tavam nesse caminho, além de muitos cafés e restaurantes, além da universidade, palácio da Justiça e Hotel de Ville.
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Paramos pra comer uma bela salada no bistro Estelo e durante a tarde degustamos varios tipos de doces tipicos daqui, uma verdadeira aventura gastronômica...aiai
Tivemos um anoitecer lindo num café ao ar livre, apreciando boa música e um cappucino maravilhoso. Início da nossa slow travel...
Mas depois que chegamos em Aix e nos instalamos ficou tudo bem, o hotel foi o The Globe, muito bem localizado, mas depois vimos que poderíamos ter ficado mais perto ainda da cidade antiga velha, que é o grande charme de Aix.
O dia tava lindo, um frio gostoso, ceu azul e sem vento, perfeito pra caminharmos pela cidade e pela avenida Cours Mirabeau.

E fomos ao centrinho antigo com ruelas medievais, onde uma série de lojas-conceito, bem diferenciadas, total "brand experience" suas perfumarias, docerias, padarias, todas com uma arquitetura marcante e produtos que mexem com todos os sentidos.

É como se houvesse todo tipo de L'Occitane, tanto de produtos de cosméticos, perfumes, essências, como de doces, chocolates, artesanatos, tudo muito lindo!
Os pontos turísticos como Catedral, Hotel de Ville, Museu Granet tavam nesse caminho, além de muitos cafés e restaurantes, além da universidade, palácio da Justiça e Hotel de Ville.
Paramos pra comer uma bela salada no bistro Estelo e durante a tarde degustamos varios tipos de doces tipicos daqui, uma verdadeira aventura gastronômica...aiai
Tivemos um anoitecer lindo num café ao ar livre, apreciando boa música e um cappucino maravilhoso. Início da nossa slow travel...
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Aix en Provence
Aix fica mais a oeste, entre a Côte d’Azur e Marseilles. Foi a capital dos duques e barões do Condado da Provence, no século 12. E sua marca é ser terra natal de Paul Cézanne (nasceu ali em 1839, e morreu lá também, em 1906). Pra curtirmos um pouco dessa elegância aristocrática, já vimos que o segredo será começar pela avenida Cours Mirabeau, que já foi uma muralha, virou avenida de carruagens e hoje é um boulevard chique, com muitos cafés, lojas e restaurantes. Pretendemos ficar um tempo apreciando os cafés envidraçados dessa avenida e que será o primeiro mandamento “slow travel” a ser cumprido, sem que se denote nenhuma obrigação.
Depois pretendemos contemplar as mansões do século 17 nessa avenida, onde viveram os nobres e a nova elite que começou a se formar com a instalação ali do parlamento (em 1486, quando a Provence foi anexada à França). A de numero 10, chamada Hôtel de Vauvenargues, foi o endereço em que a marquesa Angélique de Castellana foi assassinada pelo próprio marido, enlouquecido de ciúmes – justamente o presidente do parlamento, um sujeito chamado Bruno d’Entrecasteaux.
Depois pretendemos contemplar as mansões do século 17 nessa avenida, onde viveram os nobres e a nova elite que começou a se formar com a instalação ali do parlamento (em 1486, quando a Provence foi anexada à França). A de numero 10, chamada Hôtel de Vauvenargues, foi o endereço em que a marquesa Angélique de Castellana foi assassinada pelo próprio marido, enlouquecido de ciúmes – justamente o presidente do parlamento, um sujeito chamado Bruno d’Entrecasteaux.
Atrás da Cours Mirabeau fica o centro antigo de Aix, perfil da cidade com suas vielas estreitas, do mercado de frutas e verduras matutino (na Place Richelme) e o de flores (na Place de l’Hotêl-de-Ville). Famosa pelo doce calisson que é a especialidade local, tipo um marzipan, mas mais delicado e mais macio, Aix é reconhecida por ser o maior centro europeu de processamento industrial de amêndoas e também a maior cidade da região com 100 mil habitantes, construída pelos romanos é conhecida como cidade das mil fontes, três delas situam-se ao longo da Cours Mirabeau.
Cidade do pintor Paul Cézanne, que se inspirou de suas paisagens em suas obras. No centrinho há igreja de La Madeleine onde o pintor foi batizado e também a igreja de Saint Jean Baptiste Du Faubourg onde ele se casou. Há apenas nove obras do pintor no Museu Granet (Place /Saint Jean de Malte, E4), entre elas a famosa Les baigneuses pintada em 1895. Pretendemos visitar o atelier Cézanne (9, avenue Paul Cézanne – E5,50) e desfrutar deste centro de artes e estudos que incluem arqueologia, belas artes e tapeçaria.
Comer/Beber
- Cervejaria des Deux Garçons, célebre que fica na 53, Cours Mirabeau.
- Le passage: 10, rue Villars (restaurante, escola de gastronomia, salão de chá, livraria e loja)
- Jacquou Le Croquant: 1, rue de L’aumone Vieille ( pato, foie a confis, custo E20)
- Le Clos de la Violette: 10 avenue de la Violette, estrela Michelin, almoço E50
- Fromagerie Savelli: 9, rue des Marseillais: queijos para piquenique e doce Calisson
- Pierre Reboul
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