domingo, 21 de novembro de 2010

Uma tarde de domingo em Isle...


Depois de passarmos a noite no Hotel Toppin em Cavaillon, no domingo de manhã, 7/11, tomamos um super café da manhã bem variado no hotel, aliás ótima relação custo x benefício e seguimos em direção à Isle Sur La Sorgue, no dia do mercado provençal.

Esta linda cidade é toda cortada por canais sobre o rio Sorgue, daí seu nome. É imperdível, sendo reconhecida como a Veneza da Provence .


Além de ter maior concentração de antiquários de Paris, o mercado é muito visitado e quando chegamos, mesmo com uma leve chuvinha, já tava tudo lotado.

Vimos desde roupas e acessórios charmosos, bem como especiarias, queijos, pães, azeitonas, flores, sabonetes, verduras e vinhos e ainda peças de antiquário.




Depois fizemos uma pausa para assistirmos a um show na praça principal com uma dupla de cantores franceses, cantando Edith Piaf, Charles Aznavour, entre outros, deixando esse passeio ainda melhor!!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

No alto de Cucuron

Foto tirada do Castelo, do alto de Cucuron.

Um bom dia em Cucuron


De Lourmarin à Cucuron uma distância de 8 km entre as vilas e uma paisagem fantastic! Esse foi nosso segundo dia de viagem pelo vale do Luberon. Seguindo as placas de sinalização não tem como se perder, o cuidado deve ser sempre com os motoristas franceses, eles nunca levam em conta que no carro da frente pode estar ao volante um turista estrangeiro que não conhece a estrada e “sentam o pé no acelerador”. São perigosos!

Cucuron é uma vila medieval bastante charmosa. Numa de suas ruas principais encontramos o museu de história natural e conhecemos um senhor muito simpático chamado Yves, responsável pelo lugar. Ele conversou com a gente em provençal. No início ficamos sem entender bem em que língua ele falava, mas depois percebemos que não era tão difícil e acabamos nos entendendo. Ele também se esforçou bastante para se fazer entender, ainda mais quando soube que éramos brasileiras. Valeu Yves!

Depois de um passeio na vila fomos tomar um café na praça onde foi gravada a cena do beijo do Russel Crowe e Marion Couillard, no filme “Um
bom ano”, baseado no livro do Peter Mayle.

Ficamos sabendo que o diretor Ridley Scott tem uma casa na Provence, então não foi à toa que ele resolveu rodar o filme por aqui.  E foi aqui também que resolvemos modificar as nossas reservas nos hotéis em Cavaillon e Avignon, nossas próximas bases nesta viagem.

Isso tudo porque percebemos que o melhor seria viajar com uma programação de roteiro que nos permitisse ficar num ponto diferente, sem repetir, chegando no hotel ou pousada antes do final do dia escolhendo o melhor lugar para dormir. E essa decisão fez toda diferença....
Assim, reduzimos as noites de Cavaillon para 1 noite apenas,                
com Parada em Cavaillon no Hotel Toppin, aliás ótimo custo x benefício e um café da manhã bem variado.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Enfim, Lourmarin!

Saindo de Aix, nosso destino, enfim, foi Lourmarin . Dispostas a encontrar o lugar perfeito para o nosso petit déjeuner, chegamos ao L'insolite no centro do vila, onde Cyrile nos atendeu trés gentilmente.

Uma lareira, uma conversa agradável e boas dicas sobre a região despertaram nossa gula em descobrir as paisagens que fizeram de Lourmarin o lugar inspirador para tantos artistas.

Hoje Lourmarim faz parte do roteiro de charme da Provance com seus cafés, galerias de arte e artesanatos, com destaque para sua arquitetura com detalhes que refletem os tons provençais.

Delícias de Lauris

A foto não tem muita produção, mas as delícias dentro dela são incomparáveis. Nossa dica: eclair du chocolat (bomba de chocolate)... dos deuses!! Fica logo em frente ao Hotel de Ville - que não é um hotel. O Hotel de Ville é a prefeitura da cidade.

Lauris é uma graça. Suas cores ficavam ainda mais belas iluminadas pelo sol forte durante o dia que passamos por lá.

Ops! Lourmarin?


Seguindo nosso roteiro de viagem, a primeira parada deveria ser a cidadezinha de Lourmarin, no vale do Luberon. Depois de um café da manhã no centro histórico de Aix, mapas na mão, carro alugado seguimos para o nosso destino. 

Que lugar deslumbrante! Dispostas a conhecer o verdadeiro sentido da Provence e usufruir do prazer despretensioso de uma slow travel passamos o dia pelas ruas do lugar clicando e fazendo pose para as fotos que iriam registrar nossa passagem por lá.

Ao final do dia e felizes da vida seguimos viagem até Cucuron. A cidadezinha, vizinha a Lourmarin ficou famosa e entrou para o roteiro de charme da Provence depois de ter sido a locação para um filme estrelado por Russel Crown chamado Um bom ano.  Combinamos que a visita não seria demorada, já que não nos restava muito tempo antes do anoitecer e como não conhecíamos bem a estrada, era melhor não sair muito tarde.

À procura do caminho de Cucuron percebemos que alguma coisa estava errada. As placas indicavam sempre o caminho de Lourmarin. Como?! Estamos saindo de Lourmarin, já conhemos Lourmarin. Depois de rodar em círculos por alguns minutos resolvemos fazer o que todo viajante que vai a um lugar pela primeira vez deve fazer logo de cara, pedir ajuda.

A francesa foi simpática. Retribuiu nosso bonjour e nos explicou que não poderíamos sair de Lourmarin porque não havíamos chegando ainda a Lourmarin e que para isso precisávamos primeiro sair de Lauris, a cidadezinha que passamos a tarde achando que fosse o que não era. E foi assim que descobrimos um dos lugares mais charmosos e bonitos da nossa viagem e onde experimentamos a melhor bomba de chocolate do mundo.
Lourmarin? Esta já é uma outra história...


domingo, 7 de novembro de 2010

O começo saindo de Natal - Bota na conta da TAP


Viajar é bom demais. E não tem jeito, quanto mais você planeja, mais as coisas ocorrem no seu próprio tempo. O começo da nossa viagem saindo de Natal já foi emocionante. A começar que nosso vôo foi cancelado sem maiores explicações e isso alterou nossos dois primeiros dias de viagem. Como a cada adversidade respondemos com jogo de cintura e bom humor, “bota na conta da TAP”, virou nosso primeiro gancho para gargalhadas. Depois que voltarmos ao Brasil, tudo que gastamos a mais por causa da companhia, vai para a ponta do lápis e espero que rendam milhas.

No nosso planejamento, sairíamos de Natal na madrugada do dia 3 de novembro, chegaríamos a Portugal ao meio dia e só embarcaríamos para Paris à noite – tudo perfeitamente calculado para um passeio no centro e uma passagem pelo Tejo. Nada feito. Com o cancelamento, chegamos a Portugal tarde da noite no dia 3/11 e a TAP colocou a gente em um hotel bacana. O problema é que para o mesmo hotel fomos nós duas e todo o restante do vôo cancelado. Resultado: filas. Fila para juntar todo mundo que saiu do vôo, fila para pegar o ônibus para o hotel e fila para fazer o check-in do quarto. Mas vai, estar em Portugal ouvindo pérolas portuguesas já é motivo de piada. Alguém já ouviu a expressão “vai dar uma curva”?! “Pôx béin”, segundo os portugueses, mandar alguém dar uma curva é o mesmo que pedir para pararem de encher seu saco. Será que foi daí que surgiu o tal “Vai ver se estou lá na esquina”?

Curioso também é começarmos a conversar com uma moça que nem sabíamos de onde tinha vindo e acharmos vários conhecidos em comum. Adriana, de passagem por Lisboa com destino a Milão, é paulista, parte da família mora em Natal e ainda por cima, é filha do melhor professor de gramática que eu já tive. Curioso também é não poder embarcar em vôo internacional com líquidos e a TAP colocar seus passageiros em uma conexão sem escova e pasta de dente. Nada de oferecerem para a gente durante o vôo e nada do hotel bacana pensar nisso para nós. E nadica de lojas abertas na hora que chegamos. Besteira, tínhamos a escova e nos faltava a pasta. Em compensação, tínhamos uma tal de Halls preta que dava momentaneamente a leve impressão de refrescância. Aliás, em viagem desde às 13h (saindo de Natal), comemos aquela comida estranha de avião e só. Tá com fome? Bota na conta da TAP, mas nesse caso, preferimos sentir uma fominha à pagar mais de 3 euros por um punhado de castanhas de caju do frigobar do hotel bacana. O frigobar não era na conta da TAP e só tivemos coragem de abrir uma água mineral que nos custou 3 euros.

No dia seguinte, depois de outras várias gargalhadas e café da manhã tomado, embarcamos para Paris. Ao chegarmos, nosso shuttle não estava porque o vôo chegou mais cedo do que o esperado. Nosso cartão telefônico não funcionava, o tempo passando e tivemos que recorrer àquele velho jeitinho brasileiro e conseguimos um telefone emprestado e ligamos para o shuttle nos pegar. A princípio, havíamos contratado o shuttle porque chegaríamos muito tarde a Paris e não teria mais ônibus. Com o cancelamento do vôo em cima da hora, não deu para cancelarmos o serviço. Bom, bota na conta ta TAP ;)

Aeroporto de Orly direto para a Gare de Lyon. Lindo, lindo, lindo! Aliás, o dia estava lindo e o tempo tipicamente outonal – friozinho e muito amarelo e laranja ao redor. Na Gare, outra adversidade. Com o cancelamento, perdemos nossas passagens do TGV para Aix-em-Provance que custaram 45 euros cada uma na compra antecipada pela internet. Lá na hora, além do desenrolar para nos comunicarmos em francês, tivemos que pagar $203,00 as duas. Também vai para a conta da TAP. Da hora da compra até o embarque tínhamos 20 minutos. Parece muito, mas para quem não conhece o local, pode ser motivo para perder a hora. Que bom não foi o nosso caso. Depois de comprarmos baguetes, croissantes e cappuccinos, corremos para o trem. Sim, tivemos que deixar os cappuccinos no caminho, afinal, não sei o que deu na nossa cabeça de tomar uma bebida quente estando com pressa e com malas para carregar.

Alguns S’il vous plait e mercis depois, chegamos aos nossos assentos. 3 horas depois, chegamos à Gare d’Aix-em-Provance, pegamos um ônibus, andamos alguns vários quarteirões com as malas e chegamos no hotel para encontrarmos nossas companheiras de viagem. E só aí, conseguimos escovar os dentes!